A fintech Naskar Gestão de Ativos tornou-se alvo de investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após clientes relatarem a impossibilidade de resgatar valores investidos, falhas no aplicativo da empresa e ausência total de respostas por parte da companhia. Entre a quinta-feira (7) e a sexta-feira (8) de maio de 2025, quatro boletins de ocorrência foram registrados em delegacias distintas do DF, cada uma conduzindo sua apuração de forma independente. O caso envolve ao menos R$ 335 milhões em prejuízos estimados por duas empresas parceiras e pode afetar mais de 2.700 pessoas, segundo dados divulgados pelos próprios contratantes.
Segundo reportagem da g1.globo.com, uma das ocorrências foi registrada pelo empresário Wesley Miranda Albuquerque, sócio-administrador de uma empresa de planejamento financeiro em Brasília. Ele afirma que sua companhia atuava como indicadora de clientes para os produtos financeiros da Naskar e que, ao longo da parceria, cerca de 135 clientes realizaram aportes que somam aproximadamente R$ 47 milhões. Os problemas começaram na semana do dia 4 de maio, quando pagamentos programados simplesmente deixaram de ser efetuados e o aplicativo passou a apresentar falhas persistentes, impedindo o acesso às contas.
O Grupo Nexco, uma das principais empresas contratantes da Naskar, estima que o impacto total da operação da fintech alcance aproximadamente R$ 850 milhões em contratos, com potencial de prejudicar diretamente mais de 2.700 investidores. Esse número representa a dimensão completa da carteira gerida pela Naskar, e não apenas os valores já contabilizados nos boletins de ocorrência registrados até o momento. A diferença entre os R$ 335 milhões declarados nas ocorrências e os R$ 850 milhões totais sugere que o alcance real do caso pode ser significativamente maior do que o revelado até agora.
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