A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) arrecadou R$ 3 bilhões em bônus de assinatura com a venda de 49 blocos exploratórios, durante o 6º ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado na quarta-feira (7). O resultado financeiro confirma o interesse das petrolíferas por áreas em terra e mar, ainda que em patamar inferior ao registrado no leilão do pré-sal realizado na parte da manhã. O montante arrecadado será destinado à União, conforme as regras do modelo de concessão.

Os blocos arrematados estão distribuídos em sete bacias sedimentares brasileiras: Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos e Ceará. Além disso, três áreas com acumulações marginais foram arrematadas nas bacias Potiguar e Tucano Sul. As acumulações marginais são campos de petróleo e gás considerados de menor porte ou em estágio avançado de produção, que despertam interesse de empresas menores e independentes.

O bônus de assinatura pago pelas empresas vencedoras somou R$ 1,5 bilhão nas áreas com acumulações marginais, com ágio médio de 442%. Esse percentual demonstra a disputa acirrada pelos ativos considerados maduros, mas ainda promissores. Ao todo, foram arrecadados R$ 3 bilhões em bônus de assinatura, montante que reflete o interesse do setor pelos blocos ofertados no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão da ANP.

A expectativa de investimentos na primeira fase dos contratos, chamada de fase de exploração, é de R$ 4,5 bilhões. Esse valor indica o potencial que as empresas veem nas áreas adquiridas, que envolvem desde a fronteira terrestre até porções das regiões Sul e Sudeste do país. Os 49 blocos arrematados estão localizados nas bacias Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos e Ceará — um desenho que mostra a capilaridade da oferta da ANP no atual ciclo.