O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro atingiu um novo patamar em setembro. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, o número de chaves Pix cadastradas no país ultrapassou a marca de 1 bilhão de registros, chegando a 1,008 bilhão no dia 30. Em agosto, o sistema contabilizava 998 milhões de cadastros. O avanço representa um acréscimo de aproximadamente 80 milhões de chaves desde o fim de 2025, quando havia 920 milhões de registros.

O marco evidencia a capilaridade que o Pix conquistou desde sua criação, no fim de 2020, quando foi lançado pelo Banco Central com a proposta de unificar pagamentos instantâneos no país. Em pouco tempo, a ferramenta se tornou uma das principais formas de transferência de recursos no dia a dia de consumidores e empresas. O número de chaves, porém, não corresponde à quantidade de usuários do sistema, pois uma mesma pessoa pode cadastrar mais de uma chave vinculada a contas diferentes.

Segundo os dados divulgados pela Agência Brasil, o Pix reúne cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. Com 1,008 bilhão de registros na virada de setembro para outubro, a média fica próxima de seis chaves por cliente. Esse dado ilustra como a ferramenta consolidou-se no dia a dia financeiro dos brasileiros, sendo utilizada tanto para transferências simples entre amigos quanto para a operação completa de pequenos negócios.

Dos registros totais, 956,7 milhões pertencem a pessoas físicas e 51,2 milhões a empresas. Os dados revelam ainda que as chaves aleatórias — que preservam informações como CPF, telefone ou e-mail — lideram a preferência: são 526,8 milhões de cadastros, o equivalente a 52,3% do total. Em seguida aparecem celulares (166,3 milhões), CPF (153,9 milhões) e e-mails (144,6 milhões). Esses percentuais mostram a crescente adesão ao modelo que protege dados sensíveis do usuário no momento da transação, sem comprometer a identificação bancária.