O mercado financeiro brasileiro encerrou a sessão desta sexta-feira (24) com movimentos que refletem tanto o ambiente externo quanto as dinâmicas internas de realização de lucros. O dólar comercial fechou vendido a R$ 4,998, registrando leve queda de 0,1% no dia e voltando ao patamar abaixo dos R$ 5 — nível psicologicamente relevante para investidores e empresas com exposição cambial.

O principal fator que pesou a favor do real foi a melhora no cenário internacional. A expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, combinada com a extensão do cessar-fogo no país persa, reduziu a aversão ao risco nos mercados globais. Com isso, a demanda por ativos considerados mais seguros — como o próprio dólar — arrefeceu, beneficiando moedas de países emergentes, incluindo o real brasileiro.

Apesar da queda no pregão do dia, o dólar acumulou leve alta de 0,32% na semana. O movimento evidencia um processo de ajuste técnico após uma trajetória de forte desvalorização da moeda norte-americana: no acumulado do ano, o dólar recua expressivos 8,92%, o que levou o real a atingir seu menor patamar em mais de dois anos em relação à divisa americana.

Esse contexto de valorização intensa do real nos últimos meses acabou atraindo um movimento natural de realização de lucros por parte de investidores que haviam apostado na queda do dólar. Com a moeda em níveis historicamente baixos, parte do mercado aproveitou para reverter posições e embolsar ganhos, gerando alguma pressão de alta sobre o câmbio nas últimas sessões.